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07/02/2017 - 11:30

Claudia Santos, 36 anos, largou o emprego de servidora pública municipal depois que Clarissa, sua filha, então com 10 anos, contraiu uma pneumonia. Clarissa nasceu com paralisia cerebral. A irmã gêmea foi a óbito ainda no ventre da mãe. Como eram da mesma placenta, a bebê que morreu prejudicou o desenvolvimento da outra gêmea.

Com o agravamento do quadro de Clarissa, provocado pela pneumonia, o pai da menina, servidor do Estado, procurou o Assist Lar, oferecido pelo Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Pará (Iasep). O programa existe desde 2007 para os segurados que estão em fase crônica, sem condições de locomoção, que necessitam da troca de curativos, acompanhamento psicológico e serviços médicos. Uma equipe multidisciplinar formada por médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, fisioterapeuta e nutricionista está disponível diariamente para atender às demandas, em visitas marcadas de acordo com a necessidade de cada paciente.

A vida de Clarissa mudou desde que passou a receber o atendimento em domicílio. “Antes desse atendimento em casa, eu vivia com a Clarissa na emergência e ela sempre voltava gripada de lá. A qualidade de vida da minha filha melhorou 100%, ela nunca mais gripou, engordou 10 quilos, não grita mais de dor nas pernas e não tem mais a salivação excessiva, que foi combatida com exercícios em casa com a fonoaudióloga. Esse plano foi um marco na nossa vida”, disse a mãe.

Diferente da pequena Clarissa, Iracy Ramos tinha uma vida bastante ativa. Foi costureira, cozinheira da sede social do Clube do Remo e tinha uma vida normal até 2007, quando começou a apresentar os primeiros sinais do Mal de Parkinson e Alzheimer. Hoje, com 70 anos, dona Iracy necessita de dedicação 24 horas de duas de seus cinco filhos. “Larguei meu emprego de doméstica, em 2010, para cuidar da minha mãe. Mas depois que descobrimos esse serviço do Iasep, em 2015, nosso trabalho passou a ser menos pesado. E o que é melhor,  com o atendimento em casa da fisioterapeuta e fonoaudióloga, temos muita esperança de nossa mãe voltar a falar e andar. Pelo menos vontade, ela demonstra”, disse a filha, que carrega o mesmo nome da mãe: Iracy.

Iracy e Clarissa estão entre os 440 segurados atendidos pelo Assist Lar, que recebem um minucioso atendimento dentro de suas próprias casas. “Nossa equipe que faz a visita não se restringe ao laudo médico. Se algum deles detectar a necessidade de um outro tratamento, com qualquer um de nossos especialistas, ele também é colocado em prática”, informa Márcia Lemos, gerente do programa Assist Lar.

A importância desse serviço é garantir ao segurado a comodidade de receber o atendimento em domicílio, já que muitos não têm a possibilidade de se locomover até um hospital ou clínica para fazer fisioterapia. O servidor que precisar ter atendimento médico em casa deve levar até o plano um laudo emitido por um médico, o RG, contracheque e um comprovante de residência para dar entrada no pedido. A resposta sai no máximo em uma semana. Depois da autorização, uma equipe do Iasep vai até a casa do paciente para avaliar a situação e iniciar o tratamento.

O Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Pará possui hoje 245 mil segurados e 500 credenciados, entre clínicas e hospitais. O plano disponibiliza 52 mil consultas por mês, 30 mil exames, 12 mil atendimentos de urgência, 2.200 internações, 650 cirurgias e 482 atendimentos oncológicos.

“A tendência é melhorar o nosso atendimento, com esse reajuste que vai de 6 a 9%, porque nossa arrecadação já era insuficiente. O plano não tinha aumento desde 2006 e precisávamos equilibrar nossa arrecadação, que era de 44 milhões, enquanto os custos eram da ordem de 50 milhões”, disse Lorena Bandeira, coordenadora de gestão em saúde do Iasep.

Por Syanne Neno