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27/09/2019 - 15:00

 

Nesta sexta-feira (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos, o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep) realizou uma programação em alusão ao Setembro Verde, voltada aos segurados presentes nas recepções do órgão. A campanha, realizada no país desde 1997, promove anualmente ações de conscientização para a importância da doação de órgãos e de se informar a família, caso haja o interesse de se tornar um doador após o falecimento.

Grande parte da população não tem informações claras sobre a doação de órgãos e qual o processo necessário para se tornar um doador. No Pará, de janeiro a julho deste ano, foram realizados 137 transplantes de córnea e 37 transplantes de rim. Um número de doações ainda muito baixo, quando comparado ao número de pessoas que precisam de transplante e que aguardam em longas listas de espera.

O psicólogo e integrante da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Ophir Loyola, Jairo Vasconcelos, palestrou aos segurados do Iasep sobre o tema. “Nós estamos aqui com o objetivo de tentar divulgar e incentivar as pessoas a doar. Hoje, o Estado do Pará está com um número muito baixo de doações, tem o pior índice do país nesse quesito. Queremos mudar essa estatística, e para isso é preciso que as pessoas aceitem doar e não deixem de avisar suas famílias, pois são elas que autorizam as doações após a morte”, reforçou.

Solidariedade - O segurado Pedro Paulo Oliveira assistiu a palestra e contou que, apesar da vontade de ser doador, ainda não tinha muitas informações sobre o assunto. “Achei essa ação excelente, porque em muitos casos, como no meu, há falta de conhecimento. Eu não sabia como fazer para ser um doador, se vai fazer mal para mim, qual a probabilidade do meu órgão servir para a pessoa que precisa. Eu sinto vontade de doar e vou conversar com a minha família, pois eu gostaria de ajudar uma pessoa que esteja precisando”, relatou.

Para o segurado Antônio da Silva, que já é doador de sangue há mais de oito anos, o empecilho para que se torne também um doador de órgãos tem sido a aceitação da família. Mas ele não desistiu da meta e continua conversando com seus parentes, falando da grandiosidade do gesto. “Eu sempre tive vontade de me tornar um doador, sempre conversei com a minha família sobre isso. Mas percebo que há um bloqueio, até mesmo na hora de doar sangue. Mas continuo falando que não me fará falta quando eu morrer, mas que poderá salvar outras vidas”, afirmou.

Corrida – Vasconcelos aproveitou a palestra para divulgar a I Corrida pela Vida, organizada pela CIHDOTT do Ophir Loyola em alusão ao Setembro Verde. As inscrições para o evento, que acontecerá no dia 27 de outubro, estão abertas. Mais informações podem ser obtidas no site da Agência Pará.

 

Texto: Thâmara Magalhães, sob supervisão de Ádria Azevedo

Foto: Ádria Azevedo

Núcleo de Comunicação/Iasep