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20/09/2019 - 15:15

 

São apenas dois meses de vida, mas garra de gente grande. O pequeno Nicolas, segurado do Iasep, luta diariamente para melhorar da condição com a qual nasceu, a artrogripose múltipla congênita, e as dificuldades relacionadas a ela.

São sessões diárias de fisioterapia, além de fonoaudiologia duas vezes por semana e outros atendimentos, tudo isso no conforto do próprio lar, onde mora com os pais, a irmã mais velha e os avós, no PAAR, em Ananindeua.

Os atendimentos domiciliares são ofertados pelo Programa AssistLar, do Iasep, por meio de uma empresa credenciada. Além do acompanhamento com fisioterapeuta e fonoaudióloga, que acontece todas as semanas, Nicolas conta com o suporte mensal de uma nutricionista e, futuramente, será atendido por um terapeuta ocupacional. Sempre em casa.

O pai de Nicolas, Romeu Biasan, é servidor da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), segurado desde que entrou no órgão e fez questão de incluir Nicolas no plano. “Sou segurado do Iasep há seis anos e sempre fui muito bem assistido no que precisei. Quando foi para incluir nosso filho no plano nunca tive dúvida. Minha esposa teve receio, porque ela achava que as coisas não funcionavam, devido à fama que o Iasep vinha tendo”, relata Romeu.

Condição rara – A artrogripose múltipla congênita atinge apenas um bebê a cada dez mil nascidos vivos. É caracterizada pela má-formação das articulações da criança, o que causa contratura dessas regiões, limitação de movimentos e menor força muscular. Pés, joelhos, punhos e cotovelos podem ficar “virados” para dentro ou para fora, e outras partes do corpo também podem ter desvios ou rigidez.

A condição pode estar associada a vários fatores, e por isso exige investigação da causa e de outros problemas que podem estar presentes. Nicolas, por exemplo, ao nascer não apresentou os reflexos de sucção e deglutição e por isso precisou fazer uma cirurgia para colocação de gastrostomia, que insere uma sonda diretamente no estômago para receber a alimentação. Mas, agora, com os atendimentos de fonoaudiologia, já começa a mamar pequenas quantidades, seja na mamadeira, seja no peito da mãe. A fisioterapia ajuda na parte motora do restante do corpo e também na questão respiratória.

Cobertura – Embora tenha ficado insegura em incluir seu filho no plano, hoje, a mãe de Nicolas, Edna Oliveira, mostra satisfação com a assistência recebida. “No início eu tive dúvidas, nem sabia que o Iasep tinha atendimento domiciliar, isso foi uma surpresa. E, graças a Deus, o Nicolas conseguiu esse serviço, que é fundamental para a condição dele. Seria um desgaste e um risco muito grande sair diariamente para essas terapias, até por conta da condição especial dele”, pontua.

Para Romeu, a satisfação também vem com a atual gestão do instituto. “Quando eu entrei, o Iasep era referência de plano, mas infelizmente a última gestão deixou a desejar. Percebo que o trabalho do novo presidente é de retomada, espero que haja retorno ao nível de excelência que tinha antes”, reforça.

 

Texto: Ádria Azevedo e Thâmara Magalhães

Fotos: Ádria Azevedo

Núcleo de Comunicação/Iasep