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23/10/2019 - 14:15

 

Outubro é o mês em que tudo fica rosa. Nas cidades, as avenidas, prédios e pontos turísticos do mundo todo recebem enfeites e iluminação com a cor. A população se manifesta destacando o rosa em suas roupas, calçados e acessórios. Este fenômeno, também muito compartilhado nas redes sociais, é um dos simbolismos do Outubro Rosa, movimento criado em 1990 com o intuito de alertar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Considerado o mais comum entre as mulheres, o câncer de mama é um tumor maligno que atinge o tecido mamário e é causado pela multiplicação desordenada das células. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, uma em cada 12 mulheres pode desenvolver a doença. Entretanto, com o diagnóstico precoce, as chances de cura podem chegar a 95%. No Pará, segundo a Coordenação Estadual de Atenção Oncológica, em 2018 foram registrados 659 casos e, em 2019, já foram registrados 250, até setembro.

Sintomas – O sintoma mais comum desse tipo de câncer é a presença de nódulos nas mamas ou nas axilas, porém, existem outros indícios que devem ser observados. “Alterações como mudança na espessura da pele, que fica parecida com casca de laranja, saída de secreção sanguinolenta, mamilo invertido e diferença muito grande no tamanho de uma mama para outra podem ser sinais de que a mulher precisa procurar um mastologista com urgência”, explica Patrícia Martins, coordenadora de Atenção Oncológica da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Além dos sintomas, é preciso atentar para os fatores de risco, como idade avançada, sedentarismo, obesidade, menopausa tardia, menstruação precoce, entre outros. A pessoa que está mais suscetível a ter câncer de mama pode se prevenir por meio de alguns cuidados simples. “A prevenção é mudar o estilo de vida: fazer exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e reduzir o uso do cigarro e do álcool. O principal é que a mulher faça seus exames preventivos, como por exemplo a mamografia”, alerta Patrícia Martins.

Tratamento – Silmanete Nascimento é segurada do Iasep há dez anos e sempre fez seus exames de rotina pelo plano. Em outubro de 2018, foi diagnosticada com câncer de mama aos 47 anos e, quando descobriu, já estava no estágio três da doença. “Na minha família ninguém teve câncer, mas todo ano eu fazia a mamografia. No ano passado, o exame detectou um nódulo. Assim que recebi o resultado, fui encaminhada para o tratamento. No início, eu ia retirar a mama, mas não foi necessário, porque teve redução através da quimioterapia”, relata.

Cobertura – O Iasep oferece serviços específicos e diversificados na área oncológica, com cobertura para prevenção, tratamento e reabilitação após um câncer de mama. Além das cotas regulares de consultas e exames, todos os pacientes com neoplasia maligna têm direito ao Programa de Procedimentos Adicionais, que amplia a cota de procedimentos de acordo com a patologia apresentada. “O Iasep já mudou muito. Graças a Deus eu sempre fui bem atendida e tenho muito o que agradecer. Se não fosse o plano, eu não teria conseguido fazer meu tratamento, que ainda não terminou, pois é muito caro. Se não fosse isso, acho que eu nem estaria mais viva para contar essa história”, diz Silmanete.

 

Texto: Thâmara Magalhães, sob supervisão de Ádria Azevedo

Foto: Arquivo pessoal da entrevistada