Sobre acessibilidade

Serviços

25/09/2017 - 13:30

Depressão e isolamento social são duas situações que podem denunciar um quadro de suicidabilidade. Esse foi um dos assuntos discutido, nesta sexta-feira (22), na ação de alerta e prevenção ao suicídio, realizado pelo Instituto de Assistência dos Servidores do Pará (Iasep) em alusão ao “Setembro Amarelo’’, mês mundial de combate ao suicídio. Durante a ação, foram distribuídos informes aos segurados do Instituto orientando sobre cuidados e sinais de alerta sobre o tema.

“Foi um ato muito importante do Iasep vir nos repassar essas informações sobre o suicídio, pois muitos de nós não sabemos sobre o assunto e o fato do órgão vir nos alertar e informar sobre a questão estão de parabéns por essa atitude”, disse a segurada Maria Goreth de Souza, que esteve presente na ação realizada na Unidade do Iasep na Gentil Bittencourt.

Para a segurada Isabel Cristina dos Santos, a ação trouxe mais conhecimento e pôde esclarecer dúvidas sobre o tema. “Achei muito importante esse alerta porque fiquei mais informada sobre o assunto e vou poder ajudar mais minha família e as pessoas que precisam se informar sobre o suicídio”, disse ela.

A gerente de Preventiva do Iasep, Kátia Andrade, frisou que “é de fundamental importância que a gente fale sobre esse assunto, pois através desse esclarecimento o segurado vai ficar mais informado e saber onde e quando procurar tratamento ou ajuda”.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio anualmente. No Brasil, estima-se que ocorram 12 mil suicídios por ano. Conforme o primeiro relatório mundial divulgado sobre o tema pela OMS em 2014, no mundo, são  mais de 800 mil ocorrências, o equivalente a uma morte por suicídio a cada 40 segundos.

A psicóloga Kamilla dos Santos Sampaio, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) foi convidada para abordar o tema e explica que cada pessoa tende a ter um comportamento diferente quando está pensando em suicídio, mas alguns fatores percebidos precocemente, pode ajudar a evitar a cometer o ato. “Geralmente as pessoas quando pensam em cometer o suicídio, costumam reclamar da vida, outras começam a se isolar, não conversam, evitam sair de casa. É essencial que a família ou amigos prestem atenção nesse tipo de comportamento e procurem atendimento psicológico”, alertou.

Apesar do suicídio não ter necessariamente alguma relação com doença mental, a depressão, o transtorno do humor bipolar, dependência de álcool, e outras drogas psicoativas, a psicóloga explica que esses são fatores de risco para a pessoa cometer o suicídio. “Aspectos sociais, psicológicos e condição limitante também estão ligados a causa. A pessoa deprimida está mais propensa a cometer o ato, pois ela se isola da família e amigos. Por isso, é muito importante que a família demonstre cuidados e preocupação, ouça os problemas e tente entender as suas dores para que se sinta acolhida e amada.