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28/01/2019 - 18:30

Celebrado ontem (27), último domingo de janeiro, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase tem como objetivo reduzir o preconceito contra os portadores da doença, anteriormente conhecida como lepra, que ainda sofrem com julgamentos baseados em informações ultrapassadas.

A data, instituída pela Lei nº 12.135/2009, coincide com o Dia Mundial Contra a Hanseníase e pretende intensificar ações de prevenção e assistência, para evitar o contágio e conscientizar sobre os tratamentos e cura disponibilizados aos pacientes.

Classificada como doença tropical negligenciada, a hanseníase é uma infecção crônica que está presente na sociedade há milênios, mas que teve a causa descoberta apenas em 1873. A infecção é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta a pele e os nervos periféricos. Ela é uma doença de baixa infectividade, ou seja, o seu poder de contágio é baixo. Apesar disso, o Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase do mundo, perdendo apenas para a Índia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), só no ano de 2017 foram contabilizados 26.875 casos novos no país, sendo que os estados do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e Piauí são os que apresentam os maiores índices de casos da doença.

Transmissão, sintomas e tratamento - Segundo a Dra. Anna Pinheiro da Costa, clínica geral do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Pará (Iasep), a transmissão da hanseníase se dá pelo contato prolongado. “Se a pessoa tiver um contato frequente com um paciente infectado pelo bacilo e que não esteja em tratamento, a transmissão pode ser efetivada. A pessoa infectada expele os bacilos através do sistema respiratório quando fala, tosse ou espirra”, explica a médica.

Os sintomas mais comuns são manchas claras ou vermelhas na pele, que causam a perda de sensibilidade na região. “Esses sinais geralmente acometem os braços e as pernas, mas também podem ser vistos em outras partes do corpo. Uma vez que a hanseníase ultrapassa a pele e atinge também os nervos, o infectado perde também força e mobilidade dos membros”, adverte.

O diagnóstico é feito pelo dermatologista ou clínico geral, que faz um teste de tato e pode também pedir um exame chamado baciloscopia. Caso confirmada a suspeita, o paciente é encaminhado para o Sistema Único de Saúde (SUS), que fornece o tratamento de forma gratuita.

Serviço - O Iasep oferece consultas com clínicos gerais e dermatologistas, que podem realizar o diagnóstico da doença. O plano também tem cobertura para a realização da baciloscopia e do teste de Mitsuda, exame que classifica os casos já diagnosticados de hanseníase.

Texto: Crystine Vasconcelos, sob supervisão de Ádria Azevedo (Núcleo de Comunicação/Iasep)

Foto: iStock