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26/07/2019 - 15:00

 

No próximo domingo (28), é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. A data, escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tem como objetivo advertir a sociedade sobre as formas de prevenção e controle da doença. Em alusão a este dia, durante todo o mês foi realizada a campanha Julho Amarelo, em vários estabelecimentos de saúde do Pará e do Brasil.

A hepatite viral é uma inflamação do fígado classificada em cinco tipos: A, B, C, D e E. Os sintomas mais comuns são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Porém, alguns casos, em especial a hepatite C, podem ser doenças silenciosas, por permanecerem no organismo por anos sem apresentar sintomas.

As formas de contágio variam de acordo com o tipo de hepatite: podem acontecer via fecal-oral, por contato com sangue contaminado, na gravidez ou parto e na relação sexual desprotegida. A prevenção, além de evitar estes fatores de risco, inclui também as vacinas para os tipos A e B. O tratamento depende da classificação da hepatite e, em grande parte dos casos, pode haver cura.

Prevenção - De acordo com o enfermeiro e gerente de Regulação em Saúde do Iasep, Moisés Vaz, é preciso estar sempre atento às condições propícias para a transmissão. "Se a pessoa teve relação sexual desprotegida, foi a um salão de beleza sem uso de materiais descartáveis e esterilizados ou realizou um procedimento de saúde e suspeita de contaminação, deve fazer os exames imediatamente. Alguns casos de hepatite demoram a apresentar sintomas, podem levar meses ou anos para se manifestar e causar outras doenças mais graves, como cirrose ou câncer de fígado", alerta.

Tratamento - Quando foi diagnosticado com hepatite C, Edson Quaresma descobriu que já era portador do vírus havia 15 anos. Com medicamentos e acompanhamento médico regular, foi curado da doença. Entretanto, como passou muitos anos com a condição silenciosa em seu organismo, acabou adquirindo a cirrose, que não tem cura. Mesmo depois de livre da hepatite C, ele ainda faz exames rotineiros e tem muito cuidado com a saúde para evitar novos problemas. "Estou bem tranquilo agora, mas não faço nada que possa comprometer meu fígado: não como comidas gordurosas, evito frituras, não bebo e não tomo antibióticos. Só tomo remédios com orientação médica, pois quero viver", relata.

Edson é segurado do Iasep há 30 anos e conta como o instituto foi importante para seu tratamento. "O Iasep me ajudou demais, porque esses exames são caros. Era ultrassom, ressonância, e quando tinha que fazer era tudo só de uma vez. Se não fosse o plano, seria muito mais difícil", afirma.

Cobertura - O Iasep oferece a seus segurados vários serviços para os casos de hepatites virais, independente do tipo. "Temos toda uma rede credenciada que está disponível a todo o público, crianças, jovens, idosos, grávidas. Temos atendimentos específicos com hepatologista e infectologista, além dos exames necessários para o diagnóstico e tratamento de cada caso", explica Moisés Vaz.

 

Texto e foto: Thâmara Magalhães, sob supervisão de Ádria Azevedo (Núcleo de Comunicação/Iasep)