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21/03/2019 - 13:00

 

“O Iasep faz parte da nossa caminhada”. Assim descreve a servidora da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) Leonor Alves sobre a trajetória na convivência com a Síndrome de Down do filho João Victor, de 15 anos. A família, segurada do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Pará (Iasep) desde 2005, conta com uma gama de consultas, exames e terapias necessárias ao bem-estar do adolescente, oferecidas pelo plano.

Na data em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, Leonor fala sobre a necessidade de sensibilizar a sociedade sobre a questão. “Sou militante dessa causa. Lutamos muito para combater o preconceito, para que as pessoas com deficiência sejam aceitas em todos os espaços”, conta a professora, que, por influência da condição de João Victor, se especializou em Educação Especial e Neuropsicopedagogia.

Para a segurada, a maior dificuldade vivenciada pela família é a inclusão nos espaços educacionais. “João Victor tem uma vida muito intensa e feliz: tem amigos, namora, dança, passeia, viaja, toca na banda marcial da APAE, já lutou judô. Não temos dificuldades na convivência com as pessoas, nem no âmbito da assistência à saúde. Mas na educação, as escolas particulares que já procuramos não estão preparadas para lidar com as necessidades dele. Precisamos da inclusão de fato e de direito, que a Lei Brasileira de Inclusão seja concretizada”, pontua.

Saúde – Assim que o esposo de Leonor, Odair Alves, se tornou professor na Seduc, a família aderiu ao Iasep. “Não pensamos duas vezes em fazer o plano. Os tratamentos que ele faz são permanentes na vida dele, não há uma alta. Precisamos recorrer sempre e não teríamos condições de pagar tudo particular. Sou muito grata por essa oportunidade, me sinto assegurada por ter o plano”, diz.

Pelo Iasep, João Victor já teve, além das consultas médicas e exames, atendimentos com fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. “Tudo isso contribuiu muito para o desenvolvimento do meu filho”, explica Leonor.

A segurada Lindomar Fonseca, aposentada da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), também acredita que o plano Iasep atende as necessidades de sua filha Cleydiane, de 33 anos, que é segurada desde o nascimento. “Por conta da dislipidemia [aumento de colesterol ou triglicerídeos] e da gastrite, os médicos que mais precisamos são endocrinologistas e gastroenterologistas. Mas em todas as especialidades, ela é atendida no que precisa”, conta. “Para mim, o Iasep é o melhor plano de todos”, elogia.

Cotas adicionais – O Iasep funciona por meio de um sistema de cotas: cada segurado tem direito a um quantitativo anual pré-estabelecido de consultas, exames e terapias sequencias (por exemplo, fisioterapia).  Porém, em condições especiais, como gravidez, pré-operatórios e doenças crônicas, os segurados podem solicitar aumento de cotas, por meio do Programa de Procedimentos Adicionais. Todos os anos, Lindomar recorre ao programa a que Cleydiane tem direito. “Ela precisa fazer muitos exames a cada ano, por isso sempre peço o aumento”, relata.

O assistente do Iasep Evandro Ladislau explica que as cotas adicionais permitem ao segurado com Síndrome de Down mais autonomia em suas relações cotidianas. “Além dos exames e consultas, eles têm aumento de cotas para psicoterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e fisioterapia. Todas essas ações são fundamentais para o seu desenvolvimento e também para o núcleo familiar”, afirma.

Texto: Ádria Azevedo (colaborou Crystine Vasconcelos)

Foto: Arquivo pessoal