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30/04/2019 - 11:30

 

OPME. A maioria das pessoas não sabe o que quer dizer essa sigla da área da saúde: órteses, próteses e materiais especiais. Mas, no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep), é um termo falado cotidianamente. A maior parte das cirurgias solicitadas pelos segurados e autorizadas pelo Iasep envolve a compra de materiais para uso nos procedimentos. O exemplo mais comum na rotina do órgão é o stent farmacológico, utilizado para desobstruir artérias.

No entanto, tais materiais têm muitas especificidades, em geral só conhecidas por especialistas na área. Por isso, os servidores do Iasep que atuam diretamente nos processos de aquisição de OPME precisam receber treinamentos, para conhecer melhor os detalhes técnicos dos equipamentos e insumos.

A última segunda-feira (29) marcou o início de um workshop sobre o tema. Jeferson Nascimento, supervisor de treinamento de uma das empresas credenciadas ao Iasep para fornecimento de OPME mostrou os materiais comercializados por ela, como clipes para ligadura de vasos, tubos para videolaparoscopia e sistemas de drenagem. Nascimento explicou o uso de cada um dos equipamentos, que puderam ser manuseados pelos participantes.

A assessora técnica Ellen Tavares, idealizadora do workshop, explica a relevância do evento. “Como somos servidores da área administrativa, nem sempre sabemos detalhes importantes sobre esses materiais. E esse conhecimento é fundamental na hora de fazer a cotação de preços e de comprar os OPME, porque, se não for feito da maneira correta, atrasa o processo de aquisição e consequentemente o tempo de espera do segurado para realizar o procedimento”, argumentou. “Olhar, tocar os materiais faz muita diferença para entendermos o uso que se faz deles e a importância que eles terão para os segurados”, complementou.

O palestrante confirma a opinião da assessora: “Temos o exemplo disso dentro da nossa própria empresa. Quando passamos a fazer treinamentos internos sobre esses materiais, percebemos uma mudança, até mesmo mais satisfação no trabalho. O que antes era só um código, eles passaram a entender para que serve”, contou.

Uma das participantes do workshop foi Rosângela Sousa, coordenadora de Economia em Saúde. Assistente social e especialista em Gestão em Saúde, ela relata que o evento enriqueceu seus conhecimentos. “Como já tinha trabalhado anteriormente com OPME em outro órgão, já tinha visto alguns desses equipamentos, mas esse workshop me mostrou coisas mais atuais. Isso permite que a gente compreenda melhor os processos que envolvem aquisição de OPME, o porquê de algo ter sido glosado, ou de ter originado uma determinada conta médica”, opinou.

O workshop sobre OPME ainda contará com outros encontros, semanalmente, no mínimo até a primeira quinzena de junho. É esperada a participação de mais empresas credenciadas, apresentando outros produtos do rol utilizado pelos segurados do Iasep.

Para o presidente do Iasep, Bernardo Almeida, a capacitação permitirá a padronização das ações relativas a OPME na autarquia. “Isso vai melhorar muito o fluxo de regulação das cirurgias. Quem mais ganha com isso é o nosso segurado”, finalizou.

Texto e fotos: Ádria Azevedo (Núcleo de Comunicação/Iasep)