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28/11/2019 - 16:00

 

Nivaldo Ferreira sempre teve uma vida saudável. Praticava esportes, tinha uma movimentada vida social e se sentia muito bem. Mas, no final de 2014, algo começou a mudar em sua rotina: ele passou a sentir ardência ao urinar. A princípio, não achou importante e não tomou nenhuma atitude. Porém, ao perceber que a dor continuava, decidiu procurar um médico e, depois de passar por alguns exames, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata.

A história de Nivaldo é mais um dos inúmeros exemplos dos desafios para a saúde masculina. Por esse motivo, em 2003, nasceu o Novembro Azul, movimento criado para alertar os homens sobre a importância dos cuidados com a saúde e, especificamente, para o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Apesar de não ter dado muita atenção quando começou a sentir os sintomas, Nivaldo é um dos poucos que já entendia a necessidade de se cuidar, principalmente por ter histórico de câncer na família. “Desde meus 38 anos comecei a fazer check-ups anuais, devido ao falecimento precoce do meu pai. Mas, em 2014, não fiz meu check-up como de costume, me automediquei com remédios para infecção urinária. Só no final do ano fui ao urologista resolver essa suposta infeção, fiz todos os exames e o PSA estava fora do normal. Depois fiz uma biopsia de próstata e fui diagnosticado com câncer, aos 45 anos”, relata.

Sintomas – Esse tipo de neoplasia maligna é considerado uma doença silenciosa por não apresentar sintomas no estágio inicial e se desenvolver de maneira muito lenta. Por esse motivo, os exames são essenciais, pois se for descoberto logo, o câncer de próstata tem até 90% de chance de cura.

Quando os sintomas aparecem, costumam ser dor ao urinar, vontade constante de urinar, sangue na urina ou no sêmen e dor nos testículos. Além disso, é preciso ficar atento aos fatores de risco, como idade avançada, histórico familiar, obesidade e raça (homens negros têm maior predisposição).

Prevenção – A boa notícia é que o câncer de próstata pode ser evitado com a adoção de hábitos saudáveis. “A prevenção deveria ser algo natural. Assim como as mulheres fazem exames preventivos regularmente, o mesmo deve ser feito pelos homens. Não devemos procurar o serviço de saúde só quando sentimos alguma coisa e sim porque precisamos evitar doenças, como o câncer de próstata. Não fumar, não ingerir álcool, ter uma alimentação balanceada e fazer atividade física, tudo isso é fundamental”, explica Jorge Faro, médico auditor do Iasep.

Diagnóstico – A partir dos 50 anos, a maioria dos homens precisa fazer, a cada 12 meses, os exames que podem indicar um câncer de próstata, que são o toque retal e o PSA. Quem tem os fatores de risco tem que começar antes, aos 45. Mas, por preconceito, muitos se recusam a fazer o exame de toque, acreditando que interfere em sua masculinidade. Esse preconceito pode atrasar o diagnóstico e diminuir muito as possibilidades de cura.

Cobertura – O Iasep oferece serviços diversificados na área oncológica, com cobertura para prevenção, tratamento e reabilitação após o câncer. “Faço acompanhamento de quatro em quatro meses com oncologista e radioterapeuta. Sempre fui super bem atendido pelo Iasep e meu tratamento tem sido um sucesso”, comemora Nivaldo.

 

Texto: Thâmara Magalhães

Arte: Bruno Vito

Ambos sob supervisão de Ádria Azevedo

Núcleo de Comunicação/Iasep