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29/03/2021 - 15:45

 

Mesmo vivendo em um período de pandemia, é importante não descuidar da prevenção de outras doenças. O terceiro mês do ano é voltado a um assunto muito relevante ao público feminino paraense: o Março Lilás, que busca conscientizar a sociedade sobre o câncer de colo de útero.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Região Norte ganhou destaque pelos números desse tipo de câncer, maiores do que das outras regiões brasileiras. No Pará, foram 657 novos diagnósticos da doença no ano de 2019. Em 2020, o número de casos confirmados diminuiu para 201, influenciado pelas subnotificações geradas pela pandemia. Estima-se 720 novos casos novos para 2021.

Os números servem de alerta para a necessidade de ações preventivas. De acordo com enfermeiro Moisés Vaz, gerente de Regulação em Saúde do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep), as mulheres devem fazer os exames preventivos periodicamente. “O PCCU é um exame simples, rápido e de grande importância para prevenção e detecção precoce do câncer de colo de útero. Nele, vai ser investigada a presença de lesões relacionadas ao HPV, que é o papilomavírus humano, o causador dessa doença”.  Além disso, a utilização de preservativos e a vacina contra o vírus são outras medidas que impedem o aparecimento desse tipo de câncer.

A vacina contra o HPV atende meninas entre 9 e 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos, pois é mais eficaz se utilizada antes do início da vida sexual. O imunizante é ofertado em duas doses em um intervalo de seis meses e está disponível na rede pública de saúde. Segundo estudos, oferece até 9 anos de proteção.

Prevenção e tratamento – Foi durante a realização do PCCU que a professora Teliany Marques, 52 anos, segurada do Iasep, descobriu o câncer uterino em 2013. Foram meses de idas a médicos, exames e intervenções cirúrgicas. A segurada passou por uma histerectomia total (remoção do útero e do colo do útero) e sessões de quimioterapia e radioterapia para conter o avanço da doença.

Por outro lado, não realizar os exames regularmente pode trazer riscos. A segurada Leila Araújo passou dois anos sem realizar o PCCU e sofreu com sintomas. Em 2015, a pensionista de 50 anos precisou retirar um mioma e foi diagnosticada com a doença. “Depois da histerectomia, fiz sessões de quimioterapia por um ano e sete meses. Era horrível, mas me curar foi um milagre na minha vida”, comemora.

Atualmente, ambas estão recuperadas e continuam com o acompanhamento médico. Leila Araújo relata a experiência com a assistência prestada pelo Iasep: “O atendimento foi ótimo. Conseguia marcar as sessões de quimioterapia, os retornos das consultas. Foi ótimo”.

Já Teliany Marques se diz satisfeita com o atendimento oferecido pela autarquia. “Descobri o câncer em 2013, houve uma reincidência em 2015 e recebi alta agora em agosto de 2020. Os profissionais dispensaram um tratamento humanizado a mim, porque entediam minha condição, minhas dificuldades e necessidades. Não tenho o que reclamar em relação a isso”, finaliza.  

Cobertura – O Iasep oferece serviços específicos e diversificados na área oncológica, com cobertura para prevenção, tratamento e reabilitação após um câncer. Além das cotas regulares de consultas e exames, todos os pacientes com neoplasia maligna têm direito ao Programa de Procedimentos Adicionais, que amplia a cota de procedimentos de acordo com a patologia apresentada.

 

Texto: Graziela Ferreira (Núcleo de Comunicação/Iasep)

Foto: Arquivo pessoal